terça-feira, 14 de outubro de 2008

Duplo homicídio de Rio de Mouro em julgamento

Na primeira audiência do julgamento do duplo homicídio de Rio de Mouro (foto de um dos funerais dos jovens), em Janeiro, o arguido suspeito da morte de dois jovens admitiu hoje em tribunal a autoria dos disparos, mostrando-se arrependido do crime.
"Nunca pensei vir a utilizar esta arma. Apercebi-me que o tinha morto (Francisco) porque fui o único a utilizar a arma", disse Edgar perante o colectivo de juízes.
Na sessão de hoje, o arguido acusado da morte de dois jovens na noite de 27 de Janeiro, junto à Estação de Rio de Mouro, disse estar arrependido e explicou que aprendeu a "utilizar a arma a ver filmes".
"Se eu soubesse o que sei agora nada disto tinha acontecido", disse o jovem que na ocasião tinha 17 anos, acrescentando ter comprado a arma do crime por 50 euros.
O jovem admitiu que tinha sido Evandro (irmão do amigo e falecido Francisco) a pedir a Edgar para levar a arma.
Foram ainda ouvidas mais duas testemunhas, inspectores da Polícia Judiciária que desenvolveram as investigações, tendo um deles, António Teixeira, dito que os acontecimentos da noite de 27 de Janeiro ocorreram no seguimento de um litígio de ano anterior.
O inspector-chefe explicou que um grupo de jovens do Cacém se deslocou a Rio de Mouro para reaver um chapéu mas os elementos foram rodeados por um grupo rival.
Na ocasião, “o Edgar disparou dois tiros, atingindo a primeira vítima na cabeça", acrescentou António Teixeira.
A sessão, depois da pausa para almoço, recomeça às 14:30.
LUSA