Este ano a habitual feira das Mercês, que completava 237 anos, não se realiza. A falta de condições do local levou a Câmara Municipal de Sintra a não autorizar o evento. Existe um projecto de recuperação para o local, mas as obras teimam em não arrancar. No entanto a Associação de Solidariedade Social das Mercês (ASSM) garante que no dia 26 de Outubro a procissão em honra de Nossa Senhora das Mercês, vai sair para a rua após a celebração da missa.
A feira das Mercês, a mais antiga da zona saloia que completava este ano 237 anos de existência, deverá voltar apenas em 2010. No entanto, em Outubro de 2007, fonte da CMS tinha garantido ao CORREIO DA CIDADE que a feira teria apenas um ano de paragem. Na origem da paragem estava a requalificação e construção do parque urbano da urbanização da Tapada das Mercês no actual local onde se realiza a feira. A obra estava prevista em duas fases, e a primeira deveria mudar completamente a feira das Mercês. No entanto, e até ao momento não existe sinal de obras no local. A Câmara Municipal de Sintra não comenta a situação.
PROJECTO PARA O LOCAL
O projecto foi apresentado pela Câmara Municipal de Sintra há mais de dois anos. Mas só em Outubro de 2007 se ficou a conhecer todos os pormenores desta mudança que deveria avançar em 2008. A Câmara é a proprietária da Casa Agrícola Pombalina integrada nos terrenos que foram do Marquês de Pombal e que D. Duarte Dane de Lorena, um dos herdeiros da família real, que vendeu à empresa de construções Cintra, S.A., ficando a autarquia de salvaguardar todo o património histórico.
O projecto, apresentado na altura pela CMS, previa mudanças radicais no local. O recinto da feira será um moderno espaço delimitado com zonas de acesso ao público diferenciadas das zonas de cargas e descargas e dos corredores de abastecimento. No memorando da CMS, pode ler-se que, o pavimento deverá ser de material adequado, que permita uma lavagem e desinfecção de forma higiénica. Actualmente o pó ou a lama, situação dependente do estado do tempo, são uma constante nas zonas onde se realiza a feira. As condições de higiene são em muitos casos precárias.
A Câmara prevê também a instalação de água potável, corrente e com pressão adequada, um sistema de escoamento das águas residuais, modernas rede de telecomunicações (multibanco, informática, telefone), e instalações adequadas para armazenagem de produtos alimentares. A feira continua a realizar-se no mesmo local, sendo que, a rua que sobe da estação da CP das Mercês para a feira deixa de fazer parte do evento. Passado mais de um ano da apresentação do projecto continua tudo na mesma e a feira não deverá voltar antes de 2010.
FESTA RELIGIOSA
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Este ano não há Feira das Mercês
A capela de Nossa Senhora das Mercês vai viver em grande azáfama, quando no dia 26 de Outubro estiverem a ser preparados os últimos pormenores para a procissão. Todos os minutos vão ser preciosos para alindar a capela e os andores. Este é um dos momentos com mais simbolismo do evento, e que recorda a origem e a tradição religiosa do evento. A capela está inserida numa antiga Quinta, que pertenceu ao Marquês de Pombal, rodeada de árvores centenárias, mesmo junto à mega urbanização da Tapada das Mercês.
Publicado na última edição do Correio da Cidade