O vereador Lacerda Tavares afirmou hoje à LUSA que, “a segurança é um dos factores que fez com que a Câmara Municipal de Sintra ponderasse a não realização da feira das Mercês. A GNR deu um parecer em que desaconselha a realização da feira e numa coisa desta dimensão não é para levar como menos sério este parecer”.
Segundo o vereador, outro dos motivos que levaram ao encerramento da feira prende-se com uma visita da ASAE em 2007, que “encerrou dois estabelecimentos”.
“Há aqui dificuldades de segurança, higiene e salubridade, principalmente nesta altura em que um dos factores mais importantes é a segurança”, disse, acrescentando que a autarquia pagou em 2007 “treze mil euros em segurança e mesmo assim as confusões foram grandes”.
Segundo Lacerda Tavares, a Câmara aprovou há mais de um ano um plano de intervenção para o recinto, na ordem dos 10 milhões de euros, obra que ainda não arrancou.
“É um projecto muito grande que infelizmente ainda não começou”, disse, não adiantando previsões para o início da intervenção.
O vereador adiantou que se encontra, juntamente com o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, a estudar uma alternativa para os feirantes.
“Ainda estamos a fazer uma avaliação. A feira deve ter um horário diferente, com o encerramento muito mais cedo e a segurança suportada pelos próprios (feirantes)”, disse.
CC com LUSA